Apesar do O Globo ter destacado em sua edição dominical os aspectos negativos da entrevista sob o título ‘O bingo hoje não é mais um jogo ingênuo’ com a presidente do Gemini Research, Rachel A. Volberg, o conteúdo da reportagem pode ser considerada positiva para a legalização dos bingos.
Quando perguntada sobre o que é preciso fazer, a socióloga destacou que “Investir na regulamentação, que proteja o apostador e as empresas com regras claras de contabilidade e transparência. É preciso aparelhar quem vai fiscalizar, policiais ou agentes que acompanhem atentamente os mercados, as máquinas e os faturamentos. Isso precisa de recursos, caso contrário o jogo ilegal continuará, como bebidas e cigarros falsificados”.
Outro momento positivo da reportagem é quando a socióloga é perguntada se a legalização implica também em prevenção. “Com certeza. A legalização precisa ser acompanhada de três ações do poder público. O primeiro deles é a regulamentação e a fiscalização, para proteger os jogadores e o mercado. A segunda é dar à rede pública de saúde condições de tratar pessoas com distúrbios em relação ao jogo. Se os jogadores compulsivos são os mais pobres, precisam de tratamento a preços acessíveis, que só o Estado pode oferecer”.
Ou seja, é exatamente isto que os dirigentes da ABRABIN e ABLE, empresários, ex-empregados e a mídia especializada defendem para a legalização dos jogos de azar no Brasil.
Surpresa
A surpresa da reportagem foi o fato do O Globo – ‘paranoicamente’ contrário a legalização dos bingos –, ter veiculado entrevista de uma personagem representativa e de credibilidade, como Rachel A. Volberg, presidente da Gemini Research, com opiniões favoráveis a legalização destas atividades para facilitar o controle.
Em tempo
O Gemini Research é uma das únicas organizações com reconhecimento internacional, especializada em gestão e elaboração de relatórios sobre estudos de jogos de azar e de problemas com apostas. No site do Gemini Research existem vários trabalhos e relatórios (em inglês). Clique aqui e confira.
